1.488 comentários sobre “Fórum Invest

  1. boa noite, amigos.

    estou à procura de material sobre como conduzir uma carteira de investimentos voltada para o pós-independência financeira (taxa segura de retirada, alocação de ativos geradores de renda, hedge etc.).

    se alguém tiver alguma sugestão de livros ou sites ou artigos, agradeço muitíssimo.

    abra$$o

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    • @Riot:
      Sobre o assunto, só conheço vasto material em inglês. Dê uma g o o glada com o nome Wade Pfau.
      O cara é o cara em Retirement Research!

      Tem alguma coisinha na r e vista da Previ.
      Se você souber de algo mais, por favor compartilhe…

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  2. Prezados, como já postei outras vezes aqui, não trabalho muito com a ideia de rentabilidade. O meu foco é sempre o ativo, pois quanto melhor este, melhor a rentabilidade. Sem prejuízo disso, segue o resumo de 2016.

    No período compreendido entre 28.12.2015 e 28.12.2016, o DY da minha carteira foi de 10,07%. Ou seja, quanto de rendimentos foram gerados a partir do capital originariamente empregado.

    No mesmo período, mas a preço de mercado, isto é, tivesse alienado todas as minhas cotas, eu teria saído com 17,32% a mais de capital, já considerando o IR e o reinvestimento dos rendimentos.

    A carteira de ações, por sua vez, no mesmo período, cresceu 4,47%. A preço de mercado, porém, tivesse alienado todas as ações, teria saído com 20,88% a mais de capital, já considerando o IR e o reinvestimento dos proventos.

    Na renda fixa, a rentabilidade, já líquida de IR, foi de 110% do CDI. Aqui tenho muita coisa de banco pequeno, financeira, debêntures (via fundo) e multimercados. Mas, tudo com risco controlado.

    No período, a rentabilidade do Tesouro direto foi de 34,28%. Ou seja, tivesse realizado o resgate, sairia com um saldo superior a 34,28% comparado a 2015.

    No geral, não foi nada maravilhoso, mas também acredito que não foi um desastre, pois houve valorização das cotas e das ações (considero a carteira como um todo. Ex. desvalorização do PRSV, mas boa valorização em KNRI), apesar das oscilações. No mais, na minha estratégia, os rendimentos dos FIIs e os proventos das ações poderão ir para o consumo, na velhice, claro. Ou seja, teria consumido os frutos, mas o capital, na medida do possível, teria sido preservado.

    Na minha estratégia, o saldo da renda fixa, incluindo tesouro direto, não será utilizado para consumo, salvo emergência ou uma compra relevante, como, por exemplo, una bella macchina!

    No mais, volto a repetir: rentabilidade não é o foco, mas sim o prédio, o negócio etc. Preço não importa, mas quanto mais distorcido para baixo, melhor.

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    • Início do ano cheguei a dar uma olhada mas desisti.
      Se me recordo bem, as brasileiras possuíam um spread muito grande em relação ao valor do bitcoin em dólares.
      Já as estrangeiras, acho que todas que vi, não aceitavam cartão de crédito e os custos do depósito em dólares no exterior é elevado…

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    • Muitos vao criar historias e contos para tentar explicar a falha deles (ok, falhar faz parte pois EU falhei);

      Nossa bolsa e uma das mais liquidas e de facil ganho para os estrangeiros. Logo, sair daqui é mole mole…mais depois voltam com força…a historia mostra que sempre foi assim;

      Juros ja acho que segura as pontas…tem que esperar um pouco mais;

      Cenarios? So depois que o Trump indicar sua equipe oficial. Um bom secretario do tesouro sera a salvação para os mercados. Um secretario sério para relações internacionais tb. De resto….pro mercado tanto faz. Uma coisa boa por hora é o mandato do FED ser blindado e ir ate 2018.

      Valeu!!!

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    • Um fundo que nao se destaca em termos de retorno. Diria que é algo sem sal quando comparado a outros Multimercados Macros (balanceados)

      Desde seu inicio entrega a quem ficou nele desde 2009 116% do CDI. Acho muito pouco para um fundo Macro. Mas bastante condizente com seu nivel de risco. Logo, talvez a proposta do gestor seja exatamente esta: Ter um produto de baixo risco e que consiga entregar algo superior a 100% do CDI. Se for, o fundo esta perfeito.

      Me chama a atenção o baixo PL desde sua abertura. Por outro lado, o elevado numero de cotista mostra uma grande pulverização do fundo. Uma coisa meio que anula a outra, deixando ainda mais “conservador” o fundo. EU, Gama, nao curto fundos com baixo PL. O numero elevado é positivo. Se fosse um Fundo mais agressivo, o baixo volume em PL seria uma qualidade para as movimentações rapidas e tal. Mais para o perfil deste fundo…acho que tem coisa fora do lugar.

      Neste ano ele segue com 117% do CDI. Algo que nao considero bom pra MAcro. Porem, como ja disse…se a proposta for ser conservador…ele segue bem (bem parecido com fundos de credito privado mais agressivos e tal).

      Nao da pra dizer que é um fundo ruim. Quando visitamos o site da gestora temos na descrição do fundo:

      Um dos fundos mais conservadores da Claritas.
      Nenhum mês com retorno negativo em mais de 2 anos de histórico.
      Fundo multimercado macro institucional, com objetivo de retorno de CDI+2 a 3% ao ano.
      Investe direcionalmente em diversos ativos do mercado brasileiro: ações, moeda, juros e inflação.
      Aderente às regulamentações dos fundos de pensão (Resolução CMN 3792 de 24 de Setembro de 2009).

      Sustentando ainda mais meu pensamento sobre o mesmo. Eu, Gama, prefiro outros Macros e gosto de deixar a ponta conservadora para fundos DI e RF. Mais isso é questao de perfil.

      Vale uma pergunta ao gestor do porque de um PL tao pequeno. Algo bastante comum nos fundos da gestora.

      Espero ter ajudado.

      Valeu!!!

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  3. Alguém conhece CREM3?
    Tive no passado, era boa, uma coca cola do algodão, gaze e esparadrapo. Pagava muito dividendo. Daí disparou algodão, caiu lucro e vendi..
    Agora esta numa mínima histórica.. Alguém acompanha este papel? Pelo que entendi ela está erando suas dívidas e caindo lucro líquido por causa disso.. Será uma boa smallcap?

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  4. Caraca….. Coceira no dedo pra executar toda a carteira de FIIs a mercado e botar uma parte em dólar e outra e RF!! Comprei um monte no buraco, daria um lucro massa……. Tá coçando….. Gosto de FIIs, etc etc etc, não era esse o plano, mas me parece que a chance de alta significativa agora é mínima ou nula e a chance de correção global pra baixo muito alta…. Os riscos estão muito desbalanceados no momento….. Alguém mais na mesma dúvida?

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    • Essa é a realidade do investidor…sao estas duvidas que acabam nos movendo.

      Sempre que vc aloca, tem que ter um objetivo. Se investiu pra ganhar no curto prazo e ganhou, tem mesmo que realizar e proteger o ganho.

      Se investiu pra Longo prazo, mas ganhou bem no curto, precisa reavaliar se é hora de realizar parte e migrar pra outro tipo de investimento ou se vai seguir como esta.

      Acho que todos nos estamos com estas duvidas, ou em algum momento elas nos fazem “coçar” a mão 🙂

      Eu, Gama, faço assim:

      Tenho a parte de RF que sempre vai estar surfando os altos juros. Esta comprazos pequenos e medios. Liquidez aliada a altos ganhos. Coisa que nao existe no resto do mundo, so aqui. Por isso tem que APROVEITAR!!!

      A parte de RV, é mais concentrada nos FII. A variação não é intensa diariamente e pelo ativo ser um criador de renda, me permite estar em constante crescimento e ter capital livre pra decidir onde alocar. É como se tivesse uma liquidez neste ativo….que na verdade nao tenho. O que movimento é o fruto dele. O principal sempre foi alocado pensando no longo prazo e nos herdeiros. Logo, nos FII se as regras do jogo nao mudarem, a carteira segue seu rumo sendo somente ajustada em tempos de crise ou euforia. A renda, esta sim é constantemente usada. Seja aportes ou consumo mesmo.

      Tem a parcela de Fundos, que mesclam um pouco de tudo. Estes tento aliar liquidez com bons ganhos. Pela natureza do investimento os fundos ja se rebalanceiam sozinhos. O gestor faz a parte chata e trabalhosa. Estes sao focados em bater um target decidio por mim. Estes sao mexidos sempre que algo fica fora do planejado. Muito lucro? realizo e protejo. Muitas perdas? Reavalio e decido se troco ou nao.

      POrque nao vendo minha carteira de FII agora, que tb estou no lucro no principal dela? Pelo simples fato de nao ter outra opção que me permita gerar renda e ter um capital livre todo mes. So por isso! Minha renda de agora so tende a melhorar mais a frente se os ativos de FII cairem. Ou, minha renda se mantem se seguirem subindo. Em qualquer lado, ter a carteira de FII me ajuda.

      NAO E REOMENDAÇÂO DE NADA!!!

      Valeu!!!

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      • Riot, bem isso….
        Vendi HGBS quando era muito lógico vender. Tudo indicava que ia mesmo pro buraco. entreguei a 1300, kkkkkkk.
        Boa moçada, valeu! Gama , valeu.
        Vou pensar. a idéia nunca foi vender, sempre foi comprar segurar.
        Mas essa disparada… Manja aquela sensação de :
        “- Isso vai dar me#d@ zero-meia!”
        To com ela o tempo todo, kkkk…

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      • Bom dia pessoal,

        Faço parte do grupo, vendi a maior parte de minha carteira de FIIs lá no chão, realizando um prejuízo gigante.

        Se zerar a posição restante hoje consigo cobrir uns 75 % do prejuízo, os outros 25 % recuperei com a rentabilidade extra que tive nas debentures compradas com a queima dos FIIS.

        Duro é vender e ver a coisa subir mais ainda, mas estou sentindo cheiro de topo no ar rs.

        Abs

        Ike1968

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  5. Noticia de primeira hora.
    Gestao do galileo vai mudar. Nicholas mccarthy, o gestor do dia a dia no Galileo esta de saida parao itau……
    Vou solicitar informacoes a gestora, mas a noticia preocupa, segunda baixa relevante em menos de 1 ano e meio……

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    • Boa!!!

      Blog sempre atento!!!

      O que sera do Galileu??? Nao sou cotista nem cliente do Banco/Gestor, mais me perguntaria o poruqe de tantas baixas? O clima de trabalho la seria ruim? Ficou ruim? Todo mundo depois do sucesso querem voar mais altos e com mais lilberdade?

      Valeu!!!

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      • Ei sigo fora do dolar. To deixando hedge e qualquer outra coisa ligado a cambio com os fundos Macros. So volto pro cambio quando as coisas por aqui estiverem em melhores situações, pois o custo nao compensa ainda. Com os juros hoje em mais de 14% e inflação ainda na casa de dois digitos, o custo da proteção é muito alto. Nao vale.

        Se for usar em dolar numa viagem….ou num curso…ai teria ate sentido. Mais proteger, com nossos juros pagando 14%? Nao faz sentido no momento. O range possivel de ganho ou de proteção esta ainda pequeno ao meu ver.

        Valeu!!!

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    • Os meus estao aguardando a alta. Alguns pra Dezembro…outros so pro ano que vem. Se vier agora em setembro faz uma bagunça mais nada de drastico nao. Ao menos na minha carteira 🙂

      Ao menso hoje, nao foi tao preciso assim que vira o aumento. icou bastante dividido e o mercado achou que vem mesmo em dezembro (alta da bolsa e queda do dolar). Esperar pra ver.

      Valeu!!!

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    • Tetzner e Gama,

      Fazendo as contas, temos dois membros fortissimos do fed tem indicado aumento de juros, yellen e fisher, presidente e vice do fed.
      Rosegren que e considerado dovish, pensa em aumento e muitos outros.
      Algums grandes no mercado tambem estou pensando neste sentido, vide as declaracoes do goldman sachs e do ceo do jpm.
      Mohamed el erian tambem esta vendo aumento dos juros.
      O risco de anunciarem tanto e noa fazerem e o moral hazard da propria credibilidade do fed….. Colocaram muito peso, se nao subir, pode causar problemas de credibilidade que vem cada vez aumentando mais……

      Os meus macros tambem esperam aumento dos juros em dezembro e que terao pouco impacto no brasil…..eu confesso que tenho muitas ressalvas quanto a isto, mas como o pl total dos fundos nao e tao alto dentre os investimentos wue tenho, ate agora esta ok, mas com altissima volatilidade…..
      Mas, Confesso que esta complicado ver este cenario e nao vejo hoje a suavizacao que se deu como perene….
      nao vejo ninguem pensando o que cai acontecer depois que o fed aumentar os juros, muitos dizendo que e imprevisivel…. O que discordo, pois basta ver antes de 2008, brasil sem grau de investimento, juros americanos mais normalizados…. Algumas coisas estarao diferentes, mas pode servir de molde para exames baixos…..
      Ainda acho que o fed pode nao surpreender dadas as dicas e aumemtar os juros em setembro e ai quero ver gestor dizer que doi surpreendido depois das diversas declaracoes do fed……
      Nao fiz hedge em dolar porque tenho hedge em juros futuros aumentando…. Vinculado so cdi e entrar em dolar neste momento para mim ate e tentador, mas acho que no curto prazo como tem muito interesse de gestores e do sistema financeiro em vender um cenario benigno, deve sofrer um pouco mas no medio e lngo prazos, olhando o fed…..

      Lembrando que nao e indicacao de nada…..

      Abracos

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      • eu acho que vem e antes de Dezembro rs olha só to muito alinhado com essa linha de pensamento do verde:

        Esse é o recado da Verde, a gestora de Luis Stuhlberger. No último relatório distribuído aos clientes, a Verde faz três ressalvas ao otimismo que embevece os brasileiros nos últimos tempos.

        Primeiro: o mercado parece acreditar que não há um problema fiscal estrutural no país; e há.

        Segundo: a retomada do crescimento será tão rápida quanto nosso mergulho na recessão (e o Verde pergunta: em que país se viu algo assim num período pós-crise?).

        Terceiro: pequenas, mas contínuas, derrotas fiscais não custarão nada no médio prazo; mas custarão.

        “Nossa discordância em relação a esses pontos tem nos mantido à margem da euforia recente.”

        Aviso de quem fez seu fundo render 13.803% entre 1997 e agosto deste ano, ante o acumulado de 1.647% do CDI.

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      • Morison e Tetzner,

        Bom debate…boas visoes

        O tetzner foi logo na nata….trouxe a ultima carta do verde….e bimba!! Na mosca. To com ele e não abro. 🙂

        Mais…nao posso ficar 100% locado nele. Queria…mais nao posso. Logo, tenho algumas estrategias pra turbinar e proteger a carteira como um todo no longo prazo.

        Eu estou otimista e acho que a nossa bolsa ainda sobe mais ate o fim do ano. To otimista em achar que o dolar nao sai do controle ate a virada do ano. To acreditando que o FED so mexe em Dezembro, isso se mexer. E olho a China dando suporte pra que tudo isso siga numa boa direção ao Brasil. Porem, nao vivo num mundo de fantasia. E por isso sei que estamos no fundo e que a subida pra sair doburaco é lenta. Sei que nossa moeda tb nao pode valer o que vale pro mercado agora. Sei que a bolsa subiu muito e fazendo paralelo nao ha fundamento nisso. Mais o emrcado esta muuiuto lilquido. E esse fluxo aos trancos e barrancos fez tudo isso se concretizar. A realização de lucros é sadia e esperada. Mais e depois, o fluxo vai pra onde? Vai seguir vindo pra ca. Isso ao meu ver.

        Enfim…o Adam ta vendido em bolsa. ELe ja acha que vai dar uma derretida antes de voltar a subir. O Extra segue otimista com algumas ações. O SPX é um misto deles todos. A RF e nosso CDI segue bem elevado. Nossa inflação segue elevada nos mostrando que um Fundo DI e de Juros Reais ainda fazem bem a uma carteira completa.

        Fiz uma visao de helicoptero da minha carteira global e percebi que podia buscar um plus com um fundo de ações ativo por esperar que a alta da bolsa siga e se mantenha em 2018. Principalmente nas mais liquidas. Zerei cambio por achar que o preço de tal seguro esta caro. Mias ainda sigo nele de forma indireta por meio dos fundos.

        Mantive uma posição e aumentei ate um pouco a exposição em RF privada. Pre e POS. Nao da pra abrir mao destes juros.

        Quando mesclo tudo, busco proteger da inflação e ter um plus com bolsa. O grosso segue bem protegido nos Macros e na RF Privada e DI. OS FII vao me alilmentando mes a mes e me permitem nao mexer nas demais posições.

        Essa semana começou quente pra mim por causa das noticias que postei na ficha noticia. A bolsa indo pra baixo me da um suor pois me puxa pra baixo um pouquinho. Talvez tenha escolhido o timing errado, mais sigo firme na minha estrategia e decisao de alocação. So nao esperava em tao curto tempo ter 2 resultados tao negativo com a bolsa (sexta e hoje). Fora isso, todo o resto esta devidamente mensurado. So que desejo fechar o ano com um % do CDI que a cada andada de lado ou pra baixo me deixa mais distante de conseguir. Isso preocupa, mais faz parte do jogo. Nao posso e sair que nem louco e pular de ativo em ativo tentando capturar algo….seria ainda mais desastroso.

        Ufa….que pensamento grande…a mao ta doendo. Hora de pausar 🙂

        Vamo que vamo….ainda ta cedo pra dizer se errei ou nao 😉

        Valeu!!!

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      • Amigos;

        Estou aqui com algumas dúvidas sobre o tema:
        Digamos que o FED aumente os juros em 25bps, isto seria o suficiente para inverter o fluxo e fazer o US$ subir por aqui?
        Tenho cá as minhas desconfianças que me parece uma volatilidade forçada, até porque não há nenhum sinal de forte retomada na economia estadunidense que embase um aumento muito maior nos juros do que o ventilado acima.
        Reconheço que os nossos fundamentos não são lá os dos melhores (BIG – Bye Investment Grade), mas nossos “jurinhos” não continuariam atrativos na relação risco X retorno?
        O que acham?
        Sds.

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      • Mpb77,

        Vou colocar o cenário que estou aqui colocando para mim, como forma de debate ok?
        Para explicar como estou pensando, preciso voltar a 2008.
        Naquele momento, o FED reduziu drasticamente os juros a fim de fomentar a economia, a fim de que ocorresse consumo e mais crédito na economia para evitar a parada total em vista do crash do setor imobiliário nos EUA, com repercussões em todos os setores.
        Com a redução tal forte de juros, os investidores americanos passaram a buscar alternativas onde poderiam ter maiores retornos e adotaram ações, titulos chamados high yields e aparentemente o mercado emergente e as empresas dos referidos mercados emergentes.Como os juros americanos eram muito baixos, aceitaram os investidores pagar juros relativamente baixos em relação a média histórica na sanha por yields.
        O Brasil neste momento obteve o investment grade e passou a receber muitos destes recursos.
        A seu turno, depois tivemos a mesma situação envolvendo a Europa, com queda de juros relevantes, o que fez com que os investidores passassem a buscar locais para investir.
        A redução dos juros em ambos os mercados ensejou uma explosão de liquidez nos mercados dada a busca por juros maiores e dada a atratividade do risco/retorno, muito dinheiro veio ao Brasil, cerca de uns 18% em títulos da dívida publica hoje e cerca de 50% da bolsa.
        O que vejo agora é um movimento contrário, independentemente do impeachment.
        O aumento dos juros pelo FED significa que a economia americana está se recuperando, o que deve fazer com que o dolar se fortaleça um pouco e os investidores que pensam em dolar, façam as contas e avaliem se vale a pena ficar no mercado emergente ou não.
        Historicamente, pelo que pude ler de um estudo do BIS e do JPM, um aumento dos juros nos EUA tem correlação com parte dos juros futuros no mercado emergente, sendo que tinha relação construída pelo JPM, não lembro se era 0,25 para 1 ou alguma coisa parecida.
        O espectro do aumento de juros e o começo da normalização da economia americana pode fazer com que os investidores estrangeiros optem por sair das posições, tornando líquido o lucro obtido em dolares e seguindo para a economia que está crescendo em moeda forte e como devem aumentar os juros dos high yields, podem optar por alocar em juros vinculados a moeda forte e pode fazer com que high yields americanos tenham perdas relevantes, pois o preço dos títulos já emitidos pode cair em razão dos novos títulos emitidos com juros mais altos.

        Com um eventual movimento de saída de recursos, pode ser necessário aumentar a atratividade ao estrangeiro, já que tenho dúvidas se o Brasil tem recursos para bancar estes 18% de dívida pública na mão dos estrangeiros, o que só piora o quadro fiscal.

        Ao mesmo tempo, aqui a economia ainda não mostra sinais de melhora e o momento parece ser bem ruim para apresentar investimentos ao mercado internacional arisco ao risco.

        No Brasil ainda temos grandes desafios a serem examinados, um deles a propria estabilidade, haja vista o volume de pessoas que se encontram desempregadas e a economia ainda caindo de modo firme, empresas altamente endividadas…….

        Este cenário é que me faz ficar pessimista e tenho me mantido por estes ultimos dois anos, mais neste ano de 2016 atrelado ao CDI, pois estimo que ele pode subir, um pouco vinculado a SELIC, pouca coisa vinculada aos juros reais, embora ainda ache que os mesmos estão baixos em relação a média histórica brasileira e os multimercados.

        Nos multimercados ando lendo relatórios dizendo que a situação no Brasil vai melhorar, que esperam a queda dos juros, alguns falando em 10% no ano que vem, mas sem referencia alguma a eventual mudança de cenário externo e os impactos na economia brasileira.
        Alguns vendidos em dolar, esperando um fluxo de entrada de recursos……..
        O dificil para os gestores vai ser dizer que ignoraram o FED e so começaram a se mexer quando viram Dimon e o Goldman Sachs dizendo que há chance de mudança nos juros americanos.

        Por isto ando muito crítico com os meus fundos multimercados, tendo inclusive em uma conversa com o RI de um deles me dito que talvez, talvez o mercado tenha precificado um cenário muito benigno……..
        Me lembrei de um artigo que li recentemente onde um gestor de fundo de pensão dizia que existe o risco de a porta de saída de algumas posições ficar muito estreita e ai pode vir aquela história contada a muito tempo, que dizem que ocorreu acho que no RJ: “Senta que o Leão é manso”…….Com vistas a evitar questionamentos de cotistas……..

        Tenho cerca de 20% do capital em multimercados e estou ainda tranquilo, mas já estou falando bastante na cabeça dos gestores.

        Mpb, acho que tem um pouco de terrorismo do mercado externo em relação ao FED para tentar demove-los de aumentar os juros, o problema é que o comprometimento de altas autoridades lá, caso não se faça nada depois de tanto anuncio, corre-se o risco de total descrédito do FED……..
        Ando um pouco pessimista com os multimercados e em especial com os gestores em geral, onde não se fala uma linha sobre o tema…….
        Dai vao dizer do cisne negro, quando para mim está mais para trem com a luz ligada no tunel e que ninguem deu importancia. Espero estar errado, mas este é meu cenario base……

        Forte Abraço

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      • Muito boa a exposição do seu racional Morrison.

        MPB, vejo assim:
        A subida de juros pelo FED vai ser **muito lenta**, até para não “quebrá-lo”, pois seu balanço está lotado de títulos ruins e outros pagando mixaria, e também para evitar volatilidade no mercado, que poderia jogar todo o seu trabalho no lixo.
        Sem dúvidas que o aumento de juros nos títulos pagos pelo Tesouro Americano levará a um aumento, porém a meu ver, marginal, nos juros pagos pelos emergentes e no preço do dólar.
        Contudo, entretanto, todavia, mesmo assim os juros **reais** lá fora continuarão muito baixos, até pq a economia americana vem reagindo bem e a inflação vai, lentamente, subindo em direção aos 2% a.a.
        Então, eu me pergunto: os estrangeiros que estão alocados aqui (ou seja, a parte da “pimentinha na carteira”) vão tirar o dinheiro daqui para levar para onde?
        Assim, com dólar subindo (um pouco) e juros brasileiros subindo (um pouco), a tendência, desde que as reformas necessárias passem no Congresso sem modificações que a desnaturem, é que os investidores estrangeiros que eventualmente saíram voltem a aplicar por aqui, levando, novamente, a uma diminuição das taxas no secundário e a uma queda no valor da verdinha. Se a inflação seguir na tendência de queda, o normal é as taxas de juros caírem um pouco mais.

        Enfim: para mim, se no curtíssimo prazo o aumento de juros pelo FED levaria a uma valorização (não muito grande) do dólar e a um aumento (pequeno) dos juros, no curto-médio prazo, o câmbio real tenderia a voltar ao que temos hoje. No que se refere aos juros, acho que no curto-médio teria um razoável/grande espaço para queda, pois a diminuição da inflação e a aprovação das reformas exerceriam uma pressão maior pela queda do que a pressão pela alta causada pelo aumento marginal provocado pela elevação das taxas americanas …

        Entendo que mais importante que o FED, serão as eleições nos EUA, pelo menos para a volatilidade de curto prazo.
        Agora, se as reformas não saírem…

        Como sempre advertem por aqui, não é indicação de nada.

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      • Morison;

        Antes de mais nada, obrigado pela ótima explanação do seu ponto de vista.
        Eu concordo com a maioria do que disse, inclusive na questão de que o FED deve aumentar os juros por lá na reunião deste mês, mas creio que seja algo simbólico mesmo (em torno de 25bps), visando manter a credibilidade (ou o que resta dela) junto ao mercado.
        E por que acho isso?
        Dos relatórios que li sobre a economia americana, não abstraí tamanha melhora que justificasse um aumento substancial na taxa, além dos 25bps. Não houve uma criação acima do esperado nas vagas de emprego (151k contra expectativa de 180k) e não houve forte diminuição nos pedidos de seguro-desemprego, apesar de contrariar projeções de subida. Tais dados me pareceram contraditórios, portanto.
        Por outro lado, julho havia mostrado números mais robustos nestes quesitos, o que reforça a minha impressão de “sobe-desce” na economia americana e sua consequente indefinição de rumo.
        Claro que há outros dados que serão analisados (crescimento nos salários, inflação, etc.) que definirão o rumo da coisa toda. O problema por aquelas bandas é que me parece que os diretores do FED andaram fazendo algum curso de especialização com a saudosa dupla Mantega/Tombini. Falam como águias, mas agem como pombos… e a credibilidade vai se esvaindo a cada nova desconexão discursiva.
        Pelas bandas de cá, também acho que haverá uma certa pressão no dólar no caso de uma subida, vez que com a perda do nosso IG a maioria do capital externo que veio ao país (ou aqui permaneceu) é especulativo. Só não há como afirmar qual a intensidade desse movimento; os nossos juros continuariam atrativos (em tese).
        Os nossos (des)governantes devem parar de apenas mostrar boas intenções e começar a agir assertivamente. De boas intenções o inferno está cheio, como já diz o velho adágio.
        É muita expectativa e pouco fato para o meu gosto.
        Sds.

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      • Pessoal,

        Que debate!!! PARABENS!!! 🙂

        O aumento de 0,25 agora ou em Dezembro ja esta precificado. O que veremos sera movimento natural de arrumação da casa, mais nada que inverta o fluxo atual. 0,25 a mais nao melhora os titulos deles e nem tiram nossa atratividade. E reparem que estou dizendo atratitividade em titulos sem risco. Ganho extremamente facil para os estrangeiros. O que veremos sera algumas realizações e depois novos aportes pra seguir com os ganhos em 2 digitos por aqui.

        A liquidez criada nos EUA nao é das melhores. ISto é, os titulos girando por la nao sao tao bons assim…e um aumento fora do mercado joga contra a propria economia.

        Tenho lido visoes diferentes sobre o tema. A corrente que me pareceu mais fudamentada é a que estou alocada agora. O aumento nao vem agora e quando vier sera de 0,25 e mantera o fluxo e as tendencias ate entao instaladas nos ativos globais. E mesmo se vier agora, nao causara estragos.

        To preocupado com as elições. Hilary tem que vencer. Se trump virar, isso sim muda tudo. E inverte tudo, tudo mesmo. A china anunciar algo bombastico por agora, tb inverte o rumo dos ativos. Europa é sempre amis do mesmo…novela que nunca acaba.

        Olhando tudo e debatendo tudo, a unica coisa que todos nos aqui concordamos é que: Temos que aproveitar ao maximo nossos juros de 2 digitos. temos que ficar liquidos, nao correr tanto risco e aproveitar juros fantasticos. Isso é a nossa atual cereteza. 😉

        NAO E RECOMENDAÇÂO DE NADA!!!

        Valeu!!!

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  6. Diretor brasileiro no Banco Mundial questiona: Temer poderá salvar o Brasil da ruína econômica?

    SÃO PAULO – Em artigo para o Project Syndicate publicado nesta segunda-feira (5), o diretor-executivo para o Brasil no Banco Mundial, Otaviano Canuto, fez a seguinte pergunta: o governo de Michel Temer poderá salvar economia em ruínas do Brasil?

    Ele ressalta que a situação é certamente terrível e que caberá a Temer agora limpar a bagunça macroeconômica, ressaltando que o País tem enfrentado ultimamente a contração mais poderosa de sua história recente. O PIB per capita está 10% menor neste ano com relação a 2013 e o desemprego subiu para 11%, mais que quatro pontos percentuais frente janeiro de 2015.

    Para Canuto, o Brasil não tem um caminho mais fácil para se recuperar por uma razão simples: a rota atual deriva da intensificação das vulnerabilidades que já existiam há longa data – em particular, o desregramento fiscal e o crescimento anêmico da produtividade.

    Considerando a situação fiscal do Brasil, que se deteriorou rapidamente desde 2011, com um superávit primário de 3,1% do PIB dando lugar a um déficit de mais de 2,7% do PIB este ano, Canuto ressalta que as bases para a deterioração já foram estabelecidas há muito tempo.

    Os gastos do governo primário do Brasil como proporção do PIB subiram de 22% em 1991 para 36% em 2014. “Muito dessa despesa pode ser explicada por um compromisso de luta contra a pobreza endêmica – um esforço que incluiu o maior programa de transferência de renda condicionada do mundo, entre outras coisas – sem reduzir os privilégios concedidos aos mais abastados cidadãos brasileiros”. De acordo com Canuto, por algum tempo, o governo do Brasil foi capaz de financiar despesas mais elevadas com impostos, que também aumentou como resultado do aumento do consumo e da formalização do mercado de trabalho. Além disso, ressalta, os altos preços globais de commodities ajudaram a sustentar o crescimento do PIB de cerca de 4,5% ao ano em média entre 2003-2010, o que também reforçou as receitas do governo.

    “Mas, é claro, a força de trabalho formal não pode se expandir para sempre, e os preços das commodities caem eventualmente. Infelizmente, o Brasil não conseguiu tirar proveito dos bons tempos para colher o crescimento da produtividade. Na verdade, apenas 10% do crescimento do PIB do Brasil em 2002-2014 pode ser atribuído ao total de ganhos de produtividade, enquanto dois terços foi resultado de um aumento da força de trabalho mais instruída. Então, quando os catalisadores de impostos finalmente entraram em colapso, o aumento nos gastos públicos levou o Brasil rapidamente em direção a um penhasco fiscal”, destaca.

    Para ele, atualmente, as políticas anticíclicas não são mais uma opção; “simplesmente não há espaço fiscal ou monetário suficiente. Isso deixa o governo do Brasil com apenas uma opção real para restaurar a confiança das empresas e estimular o crescimento econômico: responder aos problemas estruturais do Brasil”.

    De acordo com Canuto, a boa notícia é que o governo de Temer parece reconhecer esse imperativo, propondo no Congresso a PEC do teto de gastos. Além disso, d esde que a inflação se estabilize em algum nível mais baixo, a relação entre dívida pública e o PIB pode diminuir assim que a economia volte a crescer novamente. Se o aumento das receitas fiscais acompanhar o crescimento do PIB, os desequilíbrios fiscais e a dívida pública podem ser equacionados.

    Assim, para ele, a PEC do teto de gastos pode ser um divisor fiscal. Mas, de acordo com ele, um limite para o crescimento das despesas não elimina por si só a necessidade de abordar a rigidez orçamentária existente. “O governo Temer declarou sua intenção de apresentar ao Congresso um plano de reforma da Previdência por essa razão”, afirma Canuto.

    Quanto à produtividade, o governo está focado em reduzir o desperdício causado pela infraestrutura insuficiente nas últimas décadas, diz o economista, ressaltando que a umentar o investimento também promete estimular o investimento privado em outros setores. A chave para isso, aponta ele, é ajustar a divisão de responsabilidades entre os setores público e privado.

    Para maximizar o impacto destes esforços, o diretor-executivo para o Brasil no Banco Mundial ressalta que o governo de Temer também deve concentrar seus esforços em elevar a eficiência dos recursos humanos e materiais, que tornaria as empresas mais competitivas e aumentaria a produtividade total dos fatores do Brasil, especialmente se o capital humano do Brasil for reforçado. “Acrescente a isso os esforços para facilitar o comércio exterior, e o ‘espírito animal’ empreendedor do Brasil poderia ser liberado, permitindo que País escape da crise atual e mova-se em direção a um futuro mais próspero”, conclui o economista.

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    • A saida da Dilma significa que o Brasil tera novo presidente e que seguira uma politica diferente da que vinha sendo feita. Isso é o basico sobre todo esse processo. Na verdade é a parte pratica. Se vai ser melhor ou pior? Isso ninguem sabe. O que da pra saber é que durante todo esse processo o brasil ficou a deriva e sem um rumo. Qualquer que seja a decisao final sera positiva no curto prazo. Para medio e longo, a saida da Dilma é melhor vista pelos agentes economicos.

      Temer assumindo com o presidente de fato, ira colocar toda a economia num novo rumo. A sensação de euforia ira se trasnformar em coisas positivas de fato. Claro, que as medidas e a politica precisam ajudar. De imediato veremos um real mais forte. Nao necessariamente uma depreciação forte do dolar (tem que prestar atenção nisso). Iremos ver um maior fluxo de capital viindo pra Juros e Ações. So isso vai movimentar muita coisa em varios setores e influenciar varios ativos financeiros. Tudo no sentido positivo (traduzindo: alta nos preços).

      Para o credito corporativo, so a saida nao sera o marco de mudança da realidade do setor. Aqui vejo que as medidas fiscais e economicas possuem mais peso e relevancia do que a resolução deste processo de afastamento da presidente. Vai ficar algo mais positivo, mais ainda as empresas estaram com elevadas dividas e com um mercado interno congelado e muito desemprego. Mais se tudo se desenhar e caminhar como o esperado, este setor ira começar a se recuperar. Primeiro teremos que ver dados concretos de aumento do emprego. E em setores volumosos, que de fato influenciam na economia real. Depois teremos que asistir aos balanços e enxergar que as empresas tb fizeram sua parte 9melhorar seus balanços e perfil das dividas). Ai sim, poderemos dizer que a situaçao mudou pra melhor. Ate la, sera a mesma coisa so que com um novo presidente.

      Ha algum tempo venho apostando nao real versus dolar e na bolsa. Esses dois ativos irao caminhar muito bem em minha opiniao com o afastamento da Dilma. Os juros seguem sendo o porto seguro e seguirao elevados frente ao resto do undo por muitos anos. Podem ate baixar e inflar ainda mais o real e a bolsa …mais seguirao elevados e atraindo capital que mantem todo o ciclo a favor do Brasil. Como venho postando ha tempos, todo o cenrio mundial e interno esta a favor do Brasil. cabe somente a nossos politicos e as nossas medidias fiscais fazerem o resto que naturalmente iremos crescer.

      Espero ter ajudado.

      NAO E REOMENDAÇÂO DE NADA!!!

      Valeu!!!

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    • Flash,

      Acho bem complexa a sua pergunta, mas vou dar um pitaco, ok?
      Olhando apenas o cenário interno, a mudança de Governo pode trazer mudança na percepção dos agentes econômicos desde que se vejam modificações no âmbito fiscal e das estruturas do sistema, tais como reforma da previdência e trabalhista e, ainda, a questão envolvendo as concessões.
      Contudo, tenho uma impressão um pouco pessimista sobre toda esta mudança, porque além de estarmos em ano eleitoral, e muitas das modificações requererem manifestação do Congresso, o que parece improvável neste ano, além da necessidade de se curarem as feridas causadas durante o processo de impeachment.
      Estes dois vieses na ponta política me faz pensar que o cenário que leio de alguns gestores parece estar muito otimista, como se a mera mudança de governo modificasse as perspectivas.
      Além disso, vejo outro risco que é a expectativa do mercado de queda de juros, enquanto o BC tem reafirmado que não deve baixar os juros tão cedo e uma das razoes é a inflação que não cedeu tanto como se esperava, ao mesmo tempo que tenho a percepção de que parte relevante da dívida brasileira está em mãos dos estrangeiros, algo em torno de 20%, situação que faz com que a taxa de juros não dependa somente dos fundamentos internos, mas da sua atratividade ao investidor externo, em dólares, pois a contabilidade deste tipo de investidor é em dolares.
      A minha percepção é de que o Brasil não tem investidores para bancar estes 20% mais ou menos que estão na mão de investidores estrangeiros e considerando que recentemente um membro do governo alertou que o Brasil poderia ficar na situação da grécia, não me parece ter espaço para a queda dos juros sob este viés.
      O BIS e o JPM possuem estudos internacionais da influência dos juros americanos nos diversos mercados e mercados emergentes e que aqui no Brasil não vejo ninguém tratar do tema, embora estejamos ai com alertas de Yellen, Fisher e 2 membros do FED de que o aumento dos juros pode estar próximo e que a economia americana se aproxima do pleno emprego.
      Digo isto porque se a perspectiva da queda de juros do tesouro é baixa, na minha visão, até com viés de alta, pensando no aumento do valor do dolar e da necessidade de compensação entre o valor dos juros e da variação do dolar para manter a atratividade ao investidor internacional em moeda brasileira, vejo pouco espaço para a redução dos yields em títulos privados.
      Aliás, vejo que Alan Greespan e outros no mercado internacional tem indicado preocupação com o reduzido spread de títulos transacionados no mercado internacional.
      Portanto, vejo pouco espaço para a queda de juros e por isto tenho tomado muito cuidado com os pré-fixados, embora veja meus fundos carregados deles e sem nenhuma indicação sobre isto que estou escrevendo. Não li preocupações como esta em lugar algum dos cenários dos gestores que usualmente leio.
      No caso dos créditos corporativos, ainda tem a questao de que muitas empresas estão severamente alavancadas e podem ter sua capacidade de honrar os compromissos muito diminuída, o que aumenta muito o risco.
      É por conta destas duas conjunturas que não tenho investido em Debentures Incentivadas, embora ache a estrutura até boa para momentos de maior estabilidade, ou mesmo crédito corporativo.
      Ainda tenho muito receio acerca da capacidade do setor corporativo brasileiro em razão do alto endividamento e a dificuldade de se conseguir obter resultados excepcionais em períodos de recessão grave.
      Olhando prospectivamente, tenho como cenário base aumento do dolar e juros para médio e longo prazo, pensando que o FED talvez supreenda, pensando que a inflação não tem subido, em parte, porque os custos estão baixos, especialmente pela queda relevante do preço do petróleo, o que permite a absorção pelas empresas dos custos, sem repasse ao consumidor.
      Talvez se o FED subisse os juros, pudesse tornar mais custosa a captação para investimento e com isto o repasse ao consumidor americano, fazendo com que ocorresse o aumento dos preços, ao contrário do que fez o Japão, que continua com taxas muito baixas tentando fazer a população consumir, mas esta acaba poupando esperando nova queda da inflação.
      Neste momento deixo as posições de volatilidade para os fundos e tenho me concentrado mais em alocar em situações vinculadas ao CDI e SELIC, com diversos graus de risco, mas de emissores que considero minimamente seguros, embora esteja reestudando alguns e reavaliando a sua segurança.
      Acredito que a sua posição vá depender do que voce espera que aconteça.
      Eu confesso que estou bem cético. Não aproveitei a bolsa ou a queda do dolar, mas porque minha visão não é muio otimista, o que pode me fazer oportunidades……..
      Lembrando que não é dica de nada, apenas opinião minha em troca de idéias.

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  7. Boa noite a todos.

    Pelos comentários percebo que alguns colegas por aqui tem investimentos no Brasil Plural E. Hedge 30.
    Após um 2016 pífio e 12 entregando abaixo da inflação, estou pensando em me desfazer.
    Alguém tem informações atuais sobre este fundo?

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    • Nao opero ele.

      Lembrando que um fundo deste perfil pode ficar este tempo abaixo de seu target. Porem, se tiver opção melhor e seu prejuizo for o menor possivel, a mudança se torna uma boa opção (pois nosso melhor prejuizo é sempre o inicial, pois é quando ele ainda é pequeno).

      Gosto de olhar se o fundo vem perdendo resultado no seu acumulado. Tento olhar pra frente e enxergar mais 12 meses pra ter uma ideia se a gestao vai mudar o que vem entregando. Se nao sentir firmeza, EU, Gama, opto pela troca. Mais so troco se tiver opção melhor.

      Esta decisao é muito complicada e merece bastante atenção e estudo. Tem que avaliar tudo. E so depende de vc mesmo.

      Valeu!!!

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